sábado, 26 de março de 2011

O que a gente não sabe

Em 2010 o Brasil passou por um processo político que reafirmou nossa vocação pela democracia e inovação.

Algumas mudanças foram importantes para a democratização e educação política do povo brasileiro. Passamos a acompanhar, nos informar, debater e até discutir ideais e programas políticos e o resultado disto é que elegemos a primeira mulher presidenta do país, Dilma Rousseff.

Mas o que nós ainda não sabemos?


Para pautar os debates, aprendemos a ler e procurar por notícias políticas em jornais, blogs, sites e revistas e aí está o 'x' da questão. Quais são os meios de comunicação confiáveis?
Os maiores meios do país, e aí listo Veja, Isto É, Época, Estadão e Folha de São Paulo tinham tendências muito definidas o que acentuou o partidarismo na mídia por afinidades, propósitos ou interesses comerciais.


Como diretor de um veículo de comunicação me obrigo a ler e acompanhar diariamente todos os veículos na busca por informações que serão utilizadas no DiviCity.com e na campanha política um fato me chamou muito a atenção.
A revista Veja não escondia sua predileção pelo candidato tucano (José Serra), expondo semanalmente as mazelas do governo petista e seus conchavos  com o lado mais imundo de Brasília, enquanto Época e Isto É defendiam arduamente a candidata petista. Mas o que estava nas entrelinhas era o que realmente me atentava a uma análise sobre os bastidores e interesses escondidos em uma campanha política.

O que me chamou a atenção não estava nos artigos, colunas ou matérias e sim na publicidade.

Isto É e Época traziam anúncios do governo como Banco do Brasil, Caixa, Saúde e Correios, enquanto a Veja era 'patrocinada' pela Vale do Rio Doce. Além disto a Isto É semanalmente divulgava alguma notícia sobre o empresário mais rico do Brasil -Eike Batista- ou uma de suas empresas.

O que não vimos na campanha eleitoral de 2010 era a disputa pelo poder entre os dois grupos mais fortes de nosso país, Vale e EBX.
De um lado a força imposta pelo monopólio do minério da Vale administrada por Roger Agnelli e de outro um empresário ambicioso, astuto e estrategista, que chegou a lista da Forbes como um dos homens mais ricos do mundo depois de herdar de seu pai, Eliezer Batista (ex-ministro das Minas e Energia do governo João Goulart e presidente da Vale), o 'mapa da mina' do subsolo brasileiro, Eike Fuhrken Batista.

Hoje (26/03/11) lendo no Divicity.com a notícia que Roger Agnelli não será mais o presidente da Vale do Rio Doce, tenho a certeza de que a leitura estava certa. Por detrás da corrida política para a Presidência da República do Brasil estava, mais uma vez, os interesses capitalista e vaidades pessoais dos homens que realmente mandam no país.

Que nos sirva de lição para as próximas campanhas, afinal em 2012 teremos a corrida pela Prefeitura de nossa querida Divinópolis.

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