quinta-feira, 9 de maio de 2013

O Galo de Telê Santana

Foto: Christyam de Lima
Foto: Christyam de Lima
Não sou aficionado e nem crítico de futebol, mas admiro as coisas bem feitas e belas, mesmo que seja uma partida de futebol.

Há muito não acompanhava um campeonato de futebol, em parte por causa da má atuação do Atlético Mineiro (meu time de coração) nos anos anteriores e por outro lado por achar que o futebol, nos tempos de hoje, não passa de um jogo de cartas marcadas. Claro que continuo achando que o futebol brasileiro continua sendo um jogo de cartas marcadas e o que me tem feito assistir -emocionadamente- cada partida do Galo é a atuação, a entrega e a devoção dos torcedores que a cada jogo se sentem de alma lavada, assim como eu.

Ontem, no jogo pela Taça Libertadores contra a equipe do São Paulo, vimos um time de 'gente grande', uma equipe que joga sem o individualismo ou estrelismo que até poderia acontecer dado os jogadores que compõe o elenco. O time do Atlético, da forma que jogou ontem, me fez lembrar os tempos em que o Mestre Telê Santana comandava uma equipe de brilhantes e da época em que se podia ouvir um técnico dizer a seguinte frase: "Em Copa do Mundo, mais importante do que vencer é apresentar o melhor futebol. O que vale é o espetáculo"

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Cuca, técnico do Atlético Mineiro, conseguiu arrancar o melhor de cada jogador e fazê-los contemporizar que o importante é -e sempre será- o trabalho em equipe. Mais vale um time inteiro de bons jogadores do que um ou outro em destaque. Se o time perde, em nada adiantaria o Ronaldinho Gaúcho ter feito malabarismos com a bola ou o Tardeli voar dentro de campo.

Pesquisando algumas passagens de Telê Santana, encontrei no site do Galo Digital o seguinte parágrafo:
Os jogadores corriam como nunca. Mais até do que antes. Mas corriam para atender um pedido de Telê, nunca uma ordem ou ameaça do treinador. E eles venciam o jogo com um entusiasmo nunca visto. Era o Galo que tomava conta dos estádios, sempre vibrando, sempre deslanchando um futebol empolgante. Os jogadores passaram a atuar em busca do trunfo com enorme disposição. Todos sabendo que no túnel estava um homem justo. Acima de tudo, justo. Quem estivesse melhor seria escalado. Nomes não adiantavam. Ninguém, seria escalado pela fama. Teria que provar na semana que merecia a indicação. E Telê foi armando cada vez mais o quadro.
Não é muito semelhante ao time que vimos jogar contra o São Paulo?

Os méritos de Cuca são evidentes e talvez o maior deles é ter o dom da perseverança e a humildade de aprender com aquele que foi o maior técnico de futebol que o Brasil já teve.

Cuca trouxe de volta a ideia do futebol alegre, jogado para a frente, sem medo de 'tomar' gols ou da crítica no dia seguinte, pois sabe que assim terá o aval da torcida e se isso não bastar para calar os jornalistas que insistem em desmerecer o futebol de fora do eixo Rio e São Paulo, que estes sejam abafados pelo grito da massa atleticana.
E mesmo esses já começam a se render pela maneira com que o time atleticano joga e mexe com a sua torcida. Como disse André Loffredo do canal Sport TV.

Para mim, o que motiva a escrever este texto, mesmo não sendo um fanático por futebol, é que voltei a gritar e vibrar como fazia na adolescência e sinto que o mesmo acontece com um bando de apaixonados não só pelo futebol, mas pela magia do futebol arte.

Parabéns ao Cuca e seus jogadores e que continuem nos fazendo acreditar, pois, afinal: CAIU NO HORTO, TÁ MORTO!

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